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Consultor SEO | Juan Moura

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Tag canonical: guia completo para configurar sem erros

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Variações de URL são um problema técnico frequente em sites. Parâmetros de rastreamento, versões com e sem “www”, campanhas antigas ainda indexadas e URLs de filtros de e-commerce criam múltiplas versões do mesmo conteúdo. Para os mecanismos de busca, essas são páginas distintas, e eles precisam decidir qual é a versão principal. Nem sempre essa escolha coincide com a que você preferiria.​

Esse tipo de duplicidade divide a autoridade do conteúdo entre múltiplas URLs e reduz a visibilidade orgânica do site. Quando várias páginas contêm o mesmo conteúdo, os mecanismos de busca têm dificuldade em determinar qual exibir nos resultados de busca, podendo resultar em nenhuma delas rankear adequadamente.​

A tag canonical resolve esse problema técnico comunicando ao mecanismo de busca qual é a versão preferida de uma página. Implementar canonical tags adequadamente garante que os sinais de relevância se concentrem na URL correta, mantendo a estrutura do site organizada e melhorando a indexação. Trata-se de uma configuração técnica precisa que não requer conhecimento avançado em desenvolvimento.

O que é a tag canonical no SEO técnico

A tag canonical é um elemento HTML usado para indicar qual página deve ser considerada a versão principal entre várias semelhantes.
Ela informa aos mecanismos de busca qual URL deve receber o valor total de autoridade e relevância.

Na prática, ela serve para evitar que o Google interprete versões parecidas de uma mesma página como conteúdos duplicados.

Pense em uma loja virtual que vende uma camiseta e tem várias URLs válidas para o mesmo produto, como:

O conteúdo é o mesmo, mas as rotas são diferentes.
Sem a canonical, o Google pode dividir a força entre essas páginas, confundindo qual deve ranquear.

Ao adicionar a seguinte linha no cabeçalho da página principal, você deixa claro qual delas é a original:

<link rel="canonical" href="https://lojaexemplo.com/produto/camiseta-preta" />

Essa simples declaração ajuda o Google a consolidar todos os sinais de autoridade na URL escolhida.
Backlinks, métricas e relevância passam a fortalecer apenas a versão principal.

Em termos simples, a canonical é o que transforma páginas duplicadas em uma estrutura coerente e compreensível.
Ela mostra ao buscador qual caminho seguir e assegura que a visibilidade do seu conteúdo não se fragmente pelo caminho.

E o que são as cross domain canonicals

As cross domain canonicals são usadas quando o mesmo conteúdo aparece em mais de um domínio.
Elas servem para mostrar ao Google qual endereço deve ser reconhecido como o original.

Imagine que você escreve um artigo no seu blog e o publica novamente em um portal parceiro.
Ambos contêm o mesmo texto, mas apenas um deve receber o crédito principal.
Nesse caso, o portal pode adicionar uma canonical apontando para o seu site, assim:

<link rel="canonical" href="https://www.seusite.com/artigo-original" />

Com isso, o Google entende que o conteúdo pertence à sua página.
Os sinais de autoridade são consolidados no seu domínio, e o portal parceiro continua exibindo o artigo sem competir com você nos resultados.

Essa prática é comum em republicações, colaborações e guest posts.
Ela preserva a autoria, mantém a integridade técnica e evita que diferentes sites disputem pelo mesmo conteúdo.

No entanto, o uso deve ser criterioso.
A canonical entre domínios só faz sentido quando o texto é realmente igual ou quase idêntico.
Se houver diferenças significativas, o Google pode tratar as versões como conteúdos únicos.

Outro ponto essencial é a confiança entre os sites.
A canonical deve ser aplicada de forma legítima, com permissão do autor.
Quando há transparência, o buscador interpreta o sinal corretamente e fortalece a página original.

As cross domain canonicals são uma forma elegante de preservar a coerência do SEO em ambientes externos.
Elas asseguram que o crédito e a autoridade fiquem com quem criou o conteúdo e ajudam o Google a entender o que deve ser priorizado.

Qual a importância da tag canonical

A importância da canonical vai além de evitar duplicações. Ela é um dos pilares do SEO técnico porque garante que o Google compreenda o contexto e a hierarquia das páginas corretamente.

​Sem essa sinalização, o buscador pode dividir o potencial de ranqueamento entre versões diferentes de uma mesma página. O resultado é queda de posições, dispersão de autoridade e relatórios de desempenho com URLs competindo entre si.​

A canonical resolve esse problema ao centralizar o valor de cada conteúdo em uma única versão. Ela também melhora a eficiência do rastreamento, já que o Google passa a ignorar duplicações desnecessárias e concentra seus recursos nas páginas realmente relevantes.

​Outro ponto relevante é a coerência de indexação. Quando o site mantém canonicals corretas e atualizadas, o Google consegue interpretar sua estrutura com muito mais eficiência. Isso impacta diretamente o tempo de rastreamento, a velocidade de atualização no índice e o posicionamento orgânico.

A canonical é uma das ferramentas mais estratégicas do SEO técnico. Ela atua de forma invisível, mas seus efeitos são profundos: organiza, fortalece e protege a autoridade do site diante do algoritmo.​

Boas práticas para a canonical tag

A tag canonical é simples na aparência, mas exige precisão na execução. Um pequeno erro pode fazer o Google ignorar o sinal ou, pior, consolidar autoridade na página errada.

Para evitar isso, a canonical deve alinhar o que está declarado no código com o que o buscador realmente encontra durante o rastreamento. A consistência é o ponto-chave: uma canonical só é efetiva quando o restante da estrutura confirma a mesma versão como principal.

​Na prática, isso significa:

  • Usar apenas uma canonical por página.
    Ter duas ou mais cria conflito, e o Google pode ignorar todas.
  • Adicionar self-canonicals.
    Mesmo em páginas originais, incluir uma canonical apontando para si mesma ajuda o buscador a entender que aquela é a fonte legítima.
  • Manter coerência entre sitemap e canonicals.
    As URLs enviadas no sitemap devem ser exatamente as mesmas definidas como principais.
  • Garantir que as páginas estejam ativas e indexáveis.
    Canonicals que apontam para páginas com bloqueios ou redirecionamentos não transmitem autoridade corretamente.

As canonicals bem configuradas criam um fluxo saudável de autoridade dentro do site.
Isso reduz desperdícios e reforça o valor das páginas que realmente importam.

O segredo está em pensar a canonical como parte da estratégia de estrutura, não apenas como um código técnico.

As URLs devem retornar status code 200

Para que uma canonical funcione, ela precisa apontar para uma página acessível.
Em termos técnicos, isso significa que o endereço deve retornar o status code 200, que indica que tudo está funcionando como deveria.

Quando uma canonical aponta para uma página com erro, como 404, ou para uma que redireciona, o buscador ignora a indicação.
O resultado é a perda de autoridade e possíveis falhas de indexação.

É comum que essas situações passem despercebidas.
Por isso, revisar periodicamente o status das URLs é uma etapa essencial de qualquer auditoria técnica.
Ferramentas de rastreamento ou verificações manuais simples já ajudam a garantir que todas as páginas canônicas estejam ativas e respondendo corretamente.

Manter as URLs estáveis é como cuidar da fundação de uma casa.
Você pode não vê-la todos os dias, mas é ela que sustenta tudo o que vem por cima.
Quando as páginas estão vivas e funcionam bem, o Google entende que o site é confiável e mantém o fluxo de rastreamento sem interrupções.

Use URLs absolutas

Ao definir uma canonical, sempre prefira URLs absolutas.
Elas deixam claro para o Google o caminho completo da página, sem espaço para interpretações erradas.

Uma URL absoluta inclui o protocolo e o domínio, como:

<link rel="canonical" href="https://www.seusite.com/artigo" />

Já uma URL relativa ficaria assim:

<link rel="canonical" href="/artigo" />

À primeira vista, parece não haver diferença.
Mas, em ambientes com múltiplos subdomínios ou versões regionais, o uso de URLs relativas pode gerar confusão e levar o buscador a considerar a versão errada como principal.

As URLs absolutas eliminam esse risco porque apontam de forma direta e inequívoca.
Elas garantem que, independentemente de onde o código for interpretado, o destino sempre será o mesmo.

Cuidado com a cadeia de URLs canônicas

Um dos erros mais comuns em SEO técnico é criar uma cadeia de canonicals, quando uma página aponta para outra que também tem uma canonical diferente.
Esse tipo de encadeamento confunde o algoritmo e faz o rastreamento perder eficiência.

O ideal é que cada página indique apenas um destino direto.
Se a página A define a página B como canônica, a página B deve apontar para si mesma, e não para uma terceira.
Caso contrário, o Google pode abandonar o processo e escolher sozinho qual versão indexar.

Essas cadeias costumam surgir em sites grandes, após mudanças estruturais, redirecionamentos ou migrações de conteúdo.
Por isso, revisões periódicas são essenciais.
Um olhar técnico atento evita que pequenas falhas se multipliquem e comprometam a clareza de toda a estrutura.

Em termos práticos, cada canonical precisa ser curta e objetiva.
Nada de caminhos longos ou intermediários.
A página deve dizer com clareza: “Esta é a principal, e é para cá que tudo deve convergir.”

Quando as canonicals seguem uma linha direta, o rastreamento flui sem ruído, a indexação ocorre com mais precisão e o site se torna muito mais previsível para o algoritmo.

Quais os erros mais comuns com a canonical tag

Mesmo sendo um recurso simples, a canonical ainda causa confusão em muitos sites.
Um único detalhe incorreto pode anular completamente o efeito esperado.

O erro mais frequente é apontar para a página errada.
Muitos sites acabam definindo uma canonical que direciona para uma versão diferente do conteúdo, ou até para outra categoria.
Quando isso acontece, o Google ignora o sinal e escolhe por conta própria qual URL deve ser indexada.

Outro erro comum é duplicar canonicals dentro do mesmo código.
Ter duas ou mais linhas com endereços diferentes faz o algoritmo perder confiança na estrutura.
O resultado é o mesmo: o buscador ignora o comando.

Também é comum ver canonicals aplicadas em páginas bloqueadas.
Se a URL estiver restrita por robots.txt, com meta tag de exclusão ou com erro no servidor, a canonical perde o sentido.
O Google precisa conseguir acessar e interpretar o destino que você definiu.

Por fim, há quem tente “forçar” uma canonical para consolidar autoridade entre conteúdos muito diferentes.
Essa prática confunde o algoritmo e pode prejudicar o ranqueamento das duas páginas.
A canonical deve ser usada apenas em versões realmente semelhantes, nunca em temas distintos.

Evitar esses deslizes é mais simples do que parece.
Basta revisar com frequência o código das páginas principais e confirmar se a estrutura está limpa, coerente e acessível.
A clareza é o que faz o Google confiar em você.

Canonical nas paginações

As paginações são um terreno delicado no SEO técnico.
Listas de produtos, categorias longas e arquivos de blog costumam gerar dezenas de páginas semelhantes, o que aumenta o risco de duplicação.

Durante muito tempo, usava-se a canonical da primeira página em todas as demais, acreditando que isso ajudava o Google a consolidar o conteúdo.
Mas essa prática acabou se mostrando prejudicial.
Quando todas as páginas apontam para a mesma URL, o algoritmo entende que as demais não precisam ser indexadas, o que limita o alcance do site.

O ideal é que cada página de paginação tenha a sua própria canonical, apontando para si mesma.
Assim, o Google reconhece que se trata de uma sequência lógica e pode rastrear cada parte de forma independente.

Se a estrutura for muito extensa, vale indicar links internos entre as páginas, criando uma trilha clara para o robô seguir.
Isso mantém o rastreamento eficiente e evita que as últimas páginas fiquem esquecidas no processo.

O objetivo é simples: fazer o Google entender que todas as partes de uma lista fazem parte do mesmo conjunto, mas têm valor individual.
Quando as canonicals estão corretas, a paginação flui, o rastreamento é contínuo e o conteúdo ganha visibilidade completa.

Canonical e o hreflang

Poucos pontos causam tanta confusão quanto a relação entre canonical e hreflang.
Ambas as tags lidam com versões de página, mas por motivos diferentes.
Enquanto a canonical indica qual é a versão principal de um conteúdo, o hreflang mostra qual idioma ou região cada versão atende.

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Em sites multilíngues, os dois devem trabalhar juntos, nunca em conflito.
Cada página deve ter sua própria canonical apontando para si mesma, e dentro do mesmo código, incluir as variações de idioma com hreflang.

Por exemplo, se você tem uma página em português e outra em espanhol, cada uma deve declarar sua canonical própria e referenciar a outra com hreflang.
Assim, o Google entende que são versões equivalentes, não duplicadas.

Quando a canonical aponta para o idioma errado, o buscador se confunde e pode exibir a página em português para usuários que buscam em espanhol, ou o contrário.
É o tipo de erro que passa despercebido, mas causa impacto direto na experiência do usuário e na relevância internacional do site.

A harmonia entre canonical e hreflang é o que mantém a estrutura saudável.
A canonical diz ao Google qual é a página principal, e o hreflang mostra quem deve vê-la.
Quando ambas estão alinhadas, o site se torna compreensível em qualquer idioma e continua transmitindo autoridade de forma coerente.

Google Search Console

Depois de aplicar todas essas práticas, o Google Search Console é o melhor lugar para verificar se o Google realmente interpretou suas canonicals da forma certa.
Nos relatórios de Cobertura e Páginas, você pode identificar URLs duplicadas, canonicals alternativas e sinais de indexação incorretos.

Quando o buscador encontra inconsistências, ele exibe alertas como “URL alternativa com tag canonical apropriada” ou “URL duplicada sem tag canonical”.
Esses relatórios são fundamentais para validar se o que está no código está sendo reconhecido na indexação.

Monitorar essas informações com frequência evita que erros sutis se tornem problemas maiores.
E o melhor: o próprio Search Console indica o que precisa ser corrigido, tornando o ajuste rápido e direto.

Conclusão

A tag canonical consolida a autoridade entre páginas duplicadas. Sem ela, os mecanismos de busca precisam decidir por conta própria qual página é a principal, e essa escolha nem sempre alinha-se com a estratégia do site.​

Implementar canonicals corretamente evita a dispersão de autoridade entre múltiplas URLs. Backlinks e sinais de relevância se concentram na página designada como canônica, fortalecendo seu potencial de ranqueamento. Além disso, otimiza o crawl budget ao indicar ao Google exatamente qual versão priorizar.​

Erros comuns incluem canonicals apontando para páginas com erro 404 ou URLs com redirecionamentos múltiplos. Muitos sites perdem visibilidade por essas configurações silenciosas. Solicite uma auditoria completa de SEO técnico para identificar problemas de canonização e garantir que cada página tenha a chance de ranquear corretamente