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Consultor SEO | Juan Moura

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SEO Crawlers: o guia completo para entender e aproveitar os rastreadores de busca

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Os SEO crawlers trabalham nos bastidores, 24 horas por dia, mapeando cada canto da web e decidindo o que merece ser encontrado. É graças a eles que o Google sabe que seu site existe e consegue entender o que você publica.

Mas aqui está o detalhe que muda tudo: nem todo site facilita esse trabalho. Muitos acabam desperdiçando o tempo do crawler em páginas secundárias, bloqueando conteúdo importante sem perceber ou criando caminhos tão confusos que o rastreador fica preso.

E quando o crawler não consegue fazer seu trabalho bem, o resultado é previsível: invisibilidade. Seu conteúdo existe, mas ninguém encontra.

Por isso dominar a relação entre seu site e esses rastreadores não é apenas uma questão técnica. É a diferença entre ser encontrado quando alguém te procura e desaparecer nos resultados de busca.

Este guia vai te mostrar como os crawlers realmente funcionamquais são os obstáculos que eles enfrentam e, mais importante, as ações específicas que fazem seu site ser rastreado com eficiência e prioridade.

O que são SEO Crawlers?

Os SEO crawlers são programas automatizados que percorrem a web de forma sistemática, visitando páginas e coletando dados sobre sua estrutura, conteúdo e conectividade.​ O Google utiliza seu próprio rastreador chamado Googlebot, enquanto Bing, Yandex e outros mecanismos possuem versões próprias.​

Mais recentemente, as plataformas de inteligência artificial generativa também desenvolveram seus crawlers para manter os modelos atualizados.​ A função principal de um crawler é mapear a web: começar em uma URL, extrair todos os links, visitar essas URLs e repetir o processo infinitamente.​

Durante esse processo, o crawler coleta metadados, analisa a hierarquia de conteúdo, verifica a velocidade de carregamento e identifica problemas técnicos como links quebrados ou redirecionamentos em cadeia.

Tudo é documentado e enviado de volta ao servidor do motor de busca para processamento posterior. Esse é um processo totalmente automatizado, contínuo e sem necessidade de aprovação manual.

A importância dos crawlers para os motores de busca como Google

Os crawlers são essenciais porque representam o primeiro ponto de contato entre o mecanismo de busca e seu site.​ O Google não pode indexar o que não consegue acessar, e não consegue priorizar o que não compreende. Por isso, a eficiência do rastreamento tem impacto direto no ranqueamento.

Um site bem otimizado para crawlers garante que:​

  • Todas as páginas importantes são descobertas rapidamente.
  • O orçamento de rastreamento é usado de forma estratégica, não em páginas secundárias.
  • Atualizações de conteúdo são indexadas em menos tempo.
  • Problemas técnicos são identificados antes de prejudicar o ranqueamento.

Os algoritmos do Google determinam automaticamente quais sites rastrear, com que frequência e quantas páginas buscar de cada domínio.​ Essa priorização é baseada em sinais como a autoridade do domínio, a frequência de atualização de conteúdo e problemas técnicos detectados anteriormente.

Além disso, os crawlers coletam sinais de qualidade durante o rastreamento.​ Verificam responsividade mobile, velocidade de carregamento, presença de conteúdo duplicado e consistência técnica.

Essas observações alimentam diretamente os algoritmos de classificação.​ O Googlebot, por exemplo, indexa bilhões de páginas diariamente, assegurando que os usuários tenham acesso às informações mais recentes disponíveis online.​

Portanto, o trabalho do crawler não é apenas descobrir páginas. É avaliar continuamente a qualidade técnica do site e alimentar os algoritmos com evidência dessa qualidade.​

Sites que facilitam esse trabalho recebem melhor classificação.

Diferença entre crawlers e bots de outros tipos (exemplo: spiders, scrapers)

É fundamental esclarecer uma confusão comum: crawler, spider, bot e scraper não são a mesma coisa, apesar da terminologia frequentemente ser usada como sinônimos.​ A diferença reside fundamentalmente na intenção, no escopo e no comportamento de cada programa.​

Um SEO crawler (ou spider) é um programa amplo e contínuo que segue regras e diretrizes estabelecidas pelo site:​

  • Respeita o arquivo robots.txt.​
  • Honra tags meta noindex e outras diretivas técnicas.
  • Se identifica com um user agent transparente.
  • Opera de forma previsível e controlável.
  • Executa rastreamento em nível de site, descobrindo múltiplas páginas através de links.​

web scraper, por contraste, é uma ferramenta direcionada que copia conteúdo específico de forma indiscriminada, frequentemente sem respeitar nenhuma restrição técnica.​

A principal diferença estrutural é que crawlers são amplos e exploratórios, enquanto scrapers são específicos e extracionistas:​

  • Scrapers ignoram robots.txt e diretrivas técnicas sem hesitação.​
  • Scrapers não respeitam noindex e outras indicações de contenção.
  • Scrapers operam em nível de página, focando apenas em URLs e dados específicos.
  • Scrapers frequentemente visam replicar conteúdo para fins não autorizados, como alimentar sistemas de IA não licenciados ou criar conteúdo duplicado para SEO black hat.​

Existem também bots maliciosos, que tentam explorar vulnerabilidades, fazer força bruta em formulários de login ou injetar código malicioso.​ Esses são claramente prejudiciais e devem ser bloqueados através de firewalls ou ferramentas de segurança.​

A distinção é crucial: os SEO crawlers são colaboradores no ecossistema da web.​ Scrapers e bots maliciosos são ameaças.

Quando um site não conseguir ser rastreado pelos crawlers de busca, ele não poderá ser indexado e não aparecerá nos resultados de busca.​ Por isso, um dos objetivos principais do SEO técnico é garantir que os crawlers legítimos tenham acesso total ao conteúdo importante.

Como os SEO Crawlers funcionam

O processo de rastreamento segue uma sequência lógica e contínua.​ Começa com um conjunto de URLs conhecidas (chamadas de “seeds”) e se expande sistematicamente através dos links descobertos durante o percurso.​

O objetivo é mapear a maior quantidade possível de conteúdo disponível e atualizar constantemente essas informações. Mas esse processo não é infinito ou ilimitado.

Cada site recebe uma alocação de rastreamento chamada Crawl Budget, determinada principalmente por dois fatores: Crawl Demand (quanto o Google quer rastrear) e Crawl Rate Limit (quanto o Google pode rastrear sem sobrecarregar seu servidor).​

Otimizar para o rastreamento significa garantir que esse orçamento seja gasto nas páginas que realmente importam.​

O processo de rastreamento de um site

O rastreamento começa com pontos de partida conhecidos.​ O Googlebot já tem uma lista de domínios que conhece, mas o mecanismo também descobre novas URLs através de sitemaps XML enviados, links externos apontando para o site e a própria navegação interna do domínio.​

A partir desses pontos iniciais, o crawler segue cada link encontrado, explorando a estrutura do site em profundidade.​ Conforme visita páginas, registra informações sobre cada uma delas: URLs, redirecionamentos, headers HTTP, timestamps de última modificação e códigos de resposta (200, 404, 500, etc.).​

A navegação do crawler é sistemática e inteligente, não aleatória. Ele define prioridades para visitar URLs com base em sinais como autoridade do domínio, frequência de atualização e relevância do conteúdo.

Páginas bem interligadas internamente e que recebem tráfego externo costumam ser rastreadas com mais regularidade. Já as páginas órfãs, que não possuem links apontando para elas, podem ficar desconsideradas por longos períodos.

O sitemap XML acelera esse processo, pois oferece uma lista estruturada das URLs mais importantes, evitando que o crawler dependa exclusivamente da exploração via links internos para descobri-las.

Sem um sitemap atualizado, o rastreador precisa gastar mais tempo e recursos para encontrar novas URLs, tempo que poderia ser investido em um rastreamento mais profundo do site.

Além disso, o uso correto de tags de canonicalização e redirecionamentos 301 orienta o crawler para as versões preferenciais das páginas, prevenindo o desperdício de orçamento de rastreamento com conteúdos duplicados.​

Como os crawlers analisam as páginas e as informações que eles coletam

Quando o crawler acessa uma página, ele faz muito mais do que simplesmente ler o texto.​ Ele processa o HTML, interpreta o JavaScript, analisa metadados, extrai links e avalia a estrutura técnica geral.​

As informações coletadas incluem:

  • Título e meta description da página.​
  • Hierarquia de headers (H1, H2, H3, etc.) e estrutura de conteúdo.​
  • Links internos e externos (anchor text, URLs de destino).​
  • Dados estruturados (Schema.org markup para ajudar na interpretação de contexto).​
  • Tempo de carregamento da página.​
  • Responsividade mobile e acessibilidade.​
  • Presença de conteúdo duplicado com outras páginas.​
  • Código de resposta HTTP (indica se a página está acessível, redirecionada, bloqueada ou com erro).​

Tudo isso é catalogado e enviado de volta aos servidores do Google para processamento e indexação.​ O crawler também verifica headers HTTP específicos, como Last-Modified e ETag, para determinar se uma página foi atualizada desde a última visita.​

Isso permite que o buscador identifique rapidamente o conteúdo novo sem desperdiçar rastreamento revisitando páginas que não mudaram.​ Além disso, verificações como HTTPSredirecionamentos em cadeialinks quebrados e erros de servidor (5xx) são registradas durante o processo.​

Essas informações alimentam diretamente os algoritmos de classificação e afetam a frequência de futuras visitas.​ Um detalhe importante: o crawler também renderiza JavaScript em páginas modernas.​

Antigamente, o Googlebot apenas lia HTML estático, mas hoje consegue executar JavaScript e analisar conteúdo dinâmico renderizado.​ Isso significa que o site não pode mais depender apenas de SEO clássico com HTML puro. Conteúdo JavaScript deve estar otimizado para rastreamento.​

Fatores que afetam a forma como os crawlers rastreiam seu site

que controlam diretamente quantas páginas o crawler pode visitar e com que frequência.

A velocidade de resposta do servidor é crítica. Quando o tempo de carregamento ultrapassa 3 segundos, o Googlebot reduz a frequência de rastreamento para evitar sobrecarregar a infraestrutura. Um servidor lento prejudica a experiência do usuário e consome o orçamento de rastreamento sem conseguir processar muitas páginas.

A saúde do site é outro fator importante. Erros 5xx frequentes, timeouts ou instabilidades levam o Google a diminuir a frequência do rastreamento para proteger sites frágeis e evitar sobrecarga.

A popularidade e a demanda pelo conteúdo influenciam o Crawl Demand. Sites com atualizações frequentes ou páginas que recebem muito tráfego são rastreados com maior frequência, pois o Google identifica interesse maior nessas páginas. Um blog ativo, por exemplo, recebe mais atenção que um site estático.

A capacidade técnica do servidor determina o Crawl Rate Limit, ou seja, a quantidade de rastreamento que o Google pode fazer sem prejudicar a infraestrutura. Servidores robustos aceitam mais requisições simultâneas. Servidores frágeis impõem limitações.

A configuração do arquivo robots.txt impacta diretamente onde o crawler investe seu orçamento. Arquivos mal configurados podem bloquear páginas importantes ou permitir rastreamento de áreas irrelevantes, desperdiçando recursos.

O conteúdo duplicado também afeta o rastreamento. Parâmetros de URL, filtros de busca e sessões mal configuradas geram versões múltiplas da mesma página, diluindo sinais de autoridade e forçando o crawler a gastar tempo em versões redundantes.

Os Core Web Vitals também são relevantes. Sites lentos, com LCP alto e CLS instável, têm menor prioridade de rastreamento, pois o Google considera o desempenho na alocação do orçamento de rastreamento.

Bloqueios técnicos como firewalls mal configurados ou rate limiting excessivo podem impedir o acesso do Googlebot ao site. É essencial garantir que os IPs do Google estejam liberados.

Por que os SEO Crawlers são importantes para o SEO?

Os crawlers são o primeiro passo para a visibilidade digital do seu site. Sem rastreamento, não há indexação; sem indexação, não há posicionamento nas buscas. Essa sequência é básica e inegável.

Porém, a importância dos crawlers vai além dessa lógica direta. Eles determinam quais informações do seu site chegam aos algoritmos de busca, que avaliam seu conteúdo frente aos concorrentes.

Quando o rastreamento é otimizado, o crawler capta sinais positivos, como conteúdo estruturado, boa velocidade, ausência de erros técnicos e links internos relevantes. Esses fatores fortalecem sua posição nos resultados.

Se o rastreamento é negligenciado, o crawler encontra problemas: links quebrados, páginas lentas, conteúdo duplicado e redirecionamentos em cadeia. Tais falhas prejudicam seu posicionamento, independente da qualidade do conteúdo.

Por isso, otimizar o rastreamento não é opcional; é a base fundamental sobre a qual todas as outras estratégias de SEO são construídas.

Como os crawlers ajudam a definir o ranking nos motores de busca

Os crawlers coletam dados brutos sobre seu site.​

O crawler analisa a estrutura, a velocidade, a responsividade mobile, a presença de dados estruturados, a qualidade dos links internos e a consistência técnica geral.​ Essas observações são registradas e enviadas aos algoritmos de classificação como sinais de qualidade técnica.​

O Google considerará essas observações ao lado de outros fatores como autoridade de domínio, relevância de conteúdo e sinais de experiência do usuário.​ Um site rastreado de forma eficiente recebe uma vantagem significativa porque o buscador consegue avaliar completamente todas as suas páginas e sinais de qualidade sem empecilhos técnicos.​

Um site com problemas de rastreamento entrega uma visão incompleta para os algoritmos dos mecanismos de busca. Páginas que deveriam estar indexadas acabam ficando fora do índice, e sinais positivos deixam de ser captados.

Como consequência, a classificação do site sofre.

Além disso, os crawlers identificam oportunidades de otimização durante o rastreamento. Eles detectam links quebrados, conteúdo duplicado, páginas com erro 404, redirecionamentos incorretos e problemas na renderização de JavaScript.

Essas informações são reportadas no Google Search Console, permitindo que os responsáveis pelo site corrijam os problemas antes que impactem negativamente o ranking.

Um rastreamento frequente indica ao Google que o site está ativo e atualizado. Sites com rastreamento consistente geralmente têm suas atualizações indexadas mais rapidamente.

Portanto, o trabalho do crawler vai além de descobrir páginas. Ele avalia continuamente a qualidade técnica do site e alimenta os algoritmos com evidências dessa qualidade.

Sites que facilitam esse processo tendem a receber melhor posicionamento nos resultados de busca.​

Como facilitar o trabalho dos SEO Crawlers no seu site

Um rastreamento eficiente começa com uma infraestrutura técnica clara e otimizada. O crawler precisa acessar facilmente as páginas importantes, entender a hierarquia do site e saber quais URLs devem ser priorizadas. Quando essa estrutura existe e é bem mantida, o crawler gasta seu orçamento nas páginas certas e completa o rastreamento rapidamente.

O sitemap XML bem estruturado

sitemap XML é essencialmente um mapa do seu site fornecido diretamente ao Google. Ele lista todas as URLs importantes que você quer que sejam rastreadas e indexadas, eliminando ambiguidade e acelerando a descoberta. Sem um sitemap, o crawler depende inteiramente da descoberta através de links internos, o que pode deixar páginas órfãs (sem links apontando para elas) completamente invisíveis por meses.

Um sitemap bem estruturado deve incluir apenas URLs canonicalizadas e indexáveis, com status HTTP 200 (sucesso). Evite incluir URLs que retornam erro (404), redirecionamentos (301, 302) ou páginas bloqueadas no robots.txt. Essas URLs desperdiçam o orçamento de rastreamento.

Cada sitemap pode conter até 50 mil URLs ou 50 MB de tamanho. Sites maiores devem criar um sitemap index que agrupe múltiplos sitemaps por seção: posts, produtos, páginas estáticas, etc. Essa organização torna o rastreamento mais eficiente e facilita diagnósticos quando há problemas.

Além do sitemap geral, crie sitemaps específicos para imagens e vídeos se o site for rich media intensive. Isso ajuda o Google a compreender o contexto desses conteúdos e pode resultar em rich results nos buscadores.

Mantenha as informações de atualização (lastmod) precisas. Um lastmod falsificado confunde o crawler e reduz a confiança no arquivo.

Envie o sitemap ao Google Search Console sempre que fizer atualizações significativas. Monitorar os relatórios de cobertura de sitemaps ajuda a identificar URLs não indexadas antes que virem um problema.

​A otimização do arquivo robots.txt

robots.txt é um arquivo pequeno, mas importante. Ele fica localizado na raiz do domínio (por exemplo, https://seusite.com/robots.txt) e fornece instruções claras aos crawlers sobre as partes do site que podem ou não ser rastreadas.

Um arquivo robots.txt mal configurado pode bloquear inadvertidamente páginas inteiras, deixando conteúdos importantes invisíveis para os mecanismos de busca. O erro mais comum é bloquear diretórios inteiros sem considerar o impacto. Por exemplo, um comando simples como Disallow: / impede que o Google rastreie qualquer página do site, tornando-o completamente invisível.

Recomenda-se usar o robots.txt para bloquear apenas o que realmente precisa ser ocultado, como páginas administrativas, filtros de busca, parâmetros de sessão e duplicatas técnicas. Nunca bloqueie arquivos essenciais como CSS, JavaScript ou imagens. Se o crawler não puder carregar esses recursos, ele interpretará a página de forma incompleta, o que prejudica a indexação.

Abaixo, um exemplo de arquivo robots.txt otimizado:

textUser-agent: *
Disallow: /admin/
Disallow: /*?utm_source=
Disallow: /search/
Allow: /busca/
Sitemap: https://www.seusite.com/sitemap_index.xml

Neste exemplo, o diretório administrativo é bloqueado, parâmetros de rastreamento são excluídos, mas a página pública de busca permanece acessível. A diretiva Sitemap aponta para o índice de sitemaps, facilitando a descoberta dessas URLs.

Sempre teste alterações no arquivo usando a ferramenta Robots.txt Tester do Google Search Console antes de aplicar em produção. Um erro nessa etapa pode causar impactos imediatos e severos para o SEO do seu site.

Garantindo links internos eficientes para facilitar o rastreamento

Os links internos funcionam como o sistema circulatório do seu site, guiando o crawler pelas páginas. Cada link estabelece uma conexão semântica e indica para o robô quais conteúdos são prioritários.

Quando a arquitetura de links é bem planejada, o crawler consegue encontrar todas as páginas importantes sem desperdiçar seu orçamento com páginas secundárias ou irrelevantes. Links diretos, sem muitos intermediários, aceleram o processo de rastreamento. Por exemplo, se uma página importante estiver a 5 cliques da homepage, é possível que o crawler não tenha orçamento suficiente para alcançá-la.

Páginas órfãs que são aquelas sem links apontando para elas, ficam invisíveis para o Googlebot, prejudicando sua indexação.

Prefira usar textos âncora descritivos que informem o conteúdo de destino. Expressões genéricas como “clique aqui” ou “saiba mais” não ajudam o crawler a entender o contexto, portanto devem ser evitadas.

Também é importante manter uma hierarquia consistente, com uma profundidade de navegação lógica e previsível.

Faça revisões regulares para identificar e corrigir links quebrados, pois links que retornam erro 404 não só desperdiçam orçamento de rastreamento, mas também prejudicam a experiência do usuário.​

Evitando erros de rastreamento: páginas 404 e redirecionamentos incorretos

Erros 404 (página não encontrada) representam um problema grave para o rastreamento. Cada vez que um crawler encontra um 404, registra uma falha que diminui sua eficiência. Em casos críticos, como após uma migração mal planejada, o Google pode reduzir a frequência de rastreamento ao presumir que o site está instável.

É fundamental monitorar constantemente esses erros via Google Search Console, especialmente na seção “Cobertura”, que indica URLs problemáticas.

Ao encontrar links quebrados, você pode restaurar a página se foi removida acidentalmente, criar um redirecionamento 301 para outra página relevante ou simplesmente remover os links quebrados.

Redirecionamentos incorretos também afetam o rastreamento. Uma cadeia longa de redirecionamentos (por exemplo, A → B → C → D) aumenta o número de requisições que o crawler precisa fazer, atrasando o acesso à página final.

Sempre prefira redirecionamentos diretos (A → destino final). Evite ao máximo redirecionamentos em cadeia.

Utilize redirecionamento 302 (temporário) apenas para mudanças temporárias, e 301 para mudanças permanentes.

Outro ponto essencial é verificar configurações de HTTPS. Caso o site tenha migrado para HTTPS, garanta que todas as URLs HTTP redirecionem para a versão segura, e mantenha a consistência entre versões com “www” ou sem.

Ferramentas e recursos para monitorar os SEO Crawlers

Monitorar o comportamento dos crawlers é essencial para garantir que o rastreamento está acontecendo de forma eficiente.​ Sem visibilidade sobre como o Google acessa seu site, você fica no escuro sobre gargalos técnicos que prejudicam a indexação.​

Existem ferramentas específicas que revelam exatamente o que os crawlers estão fazendo, onde estão gastando tempo e quais problemas existem.​

Google Search Console: Como usar para verificar o rastreamento do seu site

Google Search Console é a ferramenta oficial de comunicação entre você e o Google sobre o rastreamento do seu site.​ Tudo o que o Googlebot consegue acessar (ou não consegue) passa por aqui.​

A seção “Estatísticas de Rastreamento” mostra dados brutos sobre quantas páginas o Google está rastreando, com que frequência e quantos KB está baixando.​ Se esses números caem repentinamente, é sinal de que algo bloqueou o acesso ou que o servidor está lento demais.​

O relatório de “Cobertura” é ainda mais crítico.​ Ele mostra o status de cada URL no índice: quantas páginas foram incluídas com sucesso, quantas foram descobertas mas não indexadas, e quais estão retornando erros.​ Erros como bloqueio no robots.txt, conflitos de canonical, ou páginas marcadas com noindex aparecem aqui primeiro.​

“Inspeção de URL” permite testar o status de rastreamento de uma página específica.​ Você vê exatamente como o Googlebot enxerga aquela URL, qual canonical foi escolhida, e quando foi a última vez que a página foi rastreada.​ É possível até solicitar ao Google que rastreie novamente e reindexe a página imediatamente.​

Google Search Console também monitora sitemaps.​ Você vê quantas URLs estão no sitemap, quantas foram indexadas e quantas tiveram problemas.​ Se há uma discrepância grande entre o número de URLs no sitemap e o número indexado, há um problema que precisa ser investigado.​ Use essas informações regularmente.​

Idealmente, revise o Search Console uma vez por semana para identificar problemas antes que aumentem.​

Ferramentas de análise de crawlers como Screaming Frog e SEMrush

Screaming Frog é um crawler de terceiros que simula o Googlebot. Ele rastreia seu site, coletando dados como status HTTP, meta tags, canonicals, links internos e externos, velocidade de carregamento, entre outros.

O diferencial está em oferecer uma visão completa do site em relatórios detalhados, que ajudam a identificar padrões de problemas técnicos. Pode rastrear sites pequenos e médios rapidamente, reportando URLs duplicadas, meta tags ausentes e estrutura de links quebrada.

A versão premium inclui recursos avançados, como renderização de JavaScript, análise de logs de servidor e integração com Google Analytics.

SEMrush também possui crawler, parte de uma plataforma mais ampla de análise SEO. Ele oferece rastreamento de sites, análise da arquitetura, relatórios técnicos e comparação com concorrentes. A vantagem é a integração com outras ferramentas da plataforma, permitindo uma visão mais completa do site.

Outras ferramentas especializadas em crawl budget são Botify e DeepCrawl, indicadas para análises em larga escala e simulações precisas do rastreamento do Google em sites grandes.

Como interpretar relatórios de rastreamento e identificar problemas

Um relatório de rastreamento fornece muitos números, mas alguns indicadores são críticos para priorizar correções.​

Primeiro: volume de URLs rastreadas vs. indexadas.​

Se o Google está rastreando 1.000 URLs mas indexando apenas 500, metade do seu orçamento está sendo desperdiçada.​ Investigue por que as 500 URLs não estão sendo indexadas: estão bloqueadas no robots.txt? Têm diretivas noindex? Estão retornando 404 ou redirecionar para outros URLs?.​

Segundo: taxa de erros de rastreamento.​

Se acima de 5% das URLs geram erros 5xx (erro do servidor), o Google reduzirá a frequência de rastreamento automaticamente.​ Erros 4xx (404) também prejudicam a eficiência, mas em menor escala.​

Terceiro: profundidade de rastreamento.​

O Screaming Frog mostra quantos cliques de distância cada página está da homepage.​ Páginas além de 4-5 cliques de profundidade raramente são rastreadas completamente.​ Reorganize a arquitetura interna para trazer páginas importantes para mais perto da homepage.​

Quarto: redirecionamentos em cadeia.​

Se o Screaming Frog encontra redirecionamentos como A → B → C → D, significa que cada página nessa corrente desperdiça crawl budget.​ Consolide os redirecionamentos para diretos (A → Destino final).​

Quinto: conteúdo duplicado.​

O relatório deve destacar URLs com conteúdo idêntico ou muito similar.​ Isso indica que há multiplicidade de URLs para o mesmo conteúdo, dividindo sinais de autoridade.​ Use canonicals para consolidar valor em uma URL principal.​

Erros comuns relacionados aos SEO Crawlers

Mesmo com boas intenções, muitos sites cometem erros que prejudicam seriamente o rastreamento.​ Esses erros frequentemente passam despercebidos porque seus efeitos não são imediatos, mas acumulam e prejudicam a visibilidade a longo prazo.​

Bloquear páginas importantes no arquivo robots.txt

Este é um dos erros mais graves e mais comuns.​

Um comando no robots.txt pode deixar páginas inteiras invisíveis para o Google, mesmo que o conteúdo seja excelente.​

Exemplos de erros típicos:​

Disallow: / — bloqueia o site inteiro.​

Disallow: /blog/ — bloqueia toda a seção de blog.​

Disallow: /*.php — bloqueia todos os arquivos PHP, frequentemente sem perceber que templates essenciais estão sendo bloqueados.​

O problema é que muitos webmasters herdam um robots.txt legado e nunca revisam se está correto.​ Sites migram de plataforma, mudam de estrutura, mas mantêm o robots.txt antigo.​

A solução é auditar o robots.txt regularmente.​​

Se encontrar bloqueios desnecessários, remova-os imediatamente.​

Negligenciar a otimização para dispositivos móveis

O Google utiliza o mobile-first indexing, ou seja, prioriza a versão mobile do site para rastreamento e indexação. Se a versão mobile estiver lenta, incompleta ou apresentar problemas técnicos, isso prejudica diretamente o ranking. Negligenciar a experiência mobile significa perder a maior parte do tráfego.

O Googlebot mobile é mais restrito que o desktop, pois possui menos recursos computacionais e é mais sensível a problemas como JavaScript pesado ou imagens não otimizadas. Caso o site demore a renderizar no mobile, o rastreamento é automaticamente reduzido.

Por isso, é fundamental testar regularmente a versão mobile com ferramentas como o PageSpeed Insights, que identifica problemas específicos para dispositivos móveis. Garanta que todos os recursos críticos, como CSS, JavaScript e imagens, estejam otimizados para velocidades variáveis, inclusive em conexões lentas.​

Páginas duplicadas e como os crawlers lidam com elas

Conteúdo duplicado é um desperdício massivo de crawl budget.​ Quando há múltiplas URLs servindo o mesmo conteúdo, o crawler visita todas elas, consumindo orçamento que poderia estar sendo investido em conteúdo único.​

Causas comuns de duplicação:​

  • Parâmetros de URL: filtros de cores, tamanhos ou ordenação que geram dezenas de versões da mesma página.​
  • Versões HTTP e HTTPS: se o redirecionamento não está configurado corretamente.​
  • Www vs. sem www: versões duplicadas do site.​
  • Protocolo misto: URLs carregando HTTP e HTTPS simultaneamente.​
  • Session IDs: parâmetros de sessão criando versões únicas para cada visitante.​

O Google tenta consolidar duplicatas automaticamente, mas nem sempre consegue identificar qual é a versão “correta”.​ O resultado é que autoridade é dividida entre múltiplas URLs ao invés de consolidada em uma.​

A solução é implementar canonicals em todas as páginas duplicadas, apontando para a versão preferencial.​ Se há muitas URLs duplicadas (como em e-commerce com filtros), use o robots.txt para bloquear parâmetros que geram duplicação.​

Como melhorar o Rastreamento do seu site pelos SEO Crawlers

Melhorar o rastreamento requer uma abordagem sistemática que combina otimização técnica, arquitetura inteligente e monitoramento contínuo.​ O objetivo é criar um ambiente onde o crawler consegue explorar facilmente, encontrar conteúdo importante rapidamente e gastar seu orçamento de forma estratégica.​

Usando URLs amigáveis e claras

As URLs são o primeiro indicador visual de uma página.​ Uma URL bem estruturada comunica ao crawler (e ao usuário) sobre o que a página trata antes mesmo de carregar o conteúdo.​

URLs amigáveis são curtas, descritivas e fáceis de ler.​

Exemplo de URL ruim: site.com/pagina.php?id=123&cat=5&sort=asc.​

Exemplo de URL boa: site.com/blog/como-otimizar-crawler.​

URLs descritivas ajudam o crawler a entender o contexto da página, melhorando como o site é interpretado. Evite colocar números aleatórios, símbolos especiais ou abreviações que não agregam clareza.

Se o site está migrando de URLs antigas para novas estruturas amigáveis, redirecione sempre com 301 permanente. Isso mantém toda a autoridade que a página já tinha acumulada e garante que o rastreamento não seja quebrado no meio do caminho.

Padronização é importante. Se você decidiu usar hífens para separar palavras nas URLs, mantenha isso em todas. Se colocar barra no final (/) em algumas, coloque em todas. O Google trata essas pequenas variações como URLs distintas, criando uma duplicação silenciosa que enfraquece o ranqueamento.​

Estratégias para aumentar a velocidade de carregamento do seu site

​A velocidade de resposta do servidor define quanto o Google consegue rastrear. Se o servidor demora, o Google reduz automaticamente o rastreamento para não sobrecarregar tudo. Sites rápidos ganham mais rastreamento, sites lentos ganham menos.

Use CDN para distribuir seu conteúdo por diferentes regiões. Quando o Googlebot requisita dados, ele pega do servidor mais perto, reduzindo latência e acelerando tudo.

Compressão GZIP faz os arquivos ficarem menores. Um HTML de 100KB pode virar 20KB, economizando banda e acelerando o download.

Minificação remove código desnecessário de CSS e JavaScript. Um arquivo de 50KB pode cair para 15KB sem perder funcionalidade.

Lazy loading atrasa o carregamento de imagens que estão fora da tela. Isso deixa a página mais rápida no início e melhora o LCP.

Configure cache no navegador para os recursos não serem baixados toda vez. CSS, JavaScript e imagens podem ficar em cache por bastante tempo.

Imagens são o maior vilão de performance. Use WebP ou AVIF, que comprimem melhor que JPEG ou PNG. Não carregue imagem de 4000x3000px se vai exibir em 300x200px. Remova metadados com ImageOptim ou TinyPNG.

A importância de um design responsivo e adaptado a todos os dispositivos

Desde 2021, o Google dá prioridade absoluta ao Mobile First Indexing. O Googlebot rastreia e indexa o mobile antes, e usa isso para ranqueamento. Se o site não for otimizado para celular, está perdendo a maior parte da visibilidade.

Seu site tem problemas técnicos de SEO?

Responda estas 10 perguntas para descobrir a gravidade dos problemas técnicos do seu site

Um design responsivo adapta o layout automaticamente para qualquer tela: desktop, tablet ou smartphone. Funciona a mesma para todos sem precisar de duas versões.

Sem responsividade, usuários mobile veem links desalinhados, texto ilegível e navegação confusa. O Googlebot mobile é mais rigoroso e pode não conseguir acessar tudo se o design não se adaptar. Use media queries em CSS para mudar o layout conforme o tamanho da tela. Nunca crie URLs separadas como m.site.com, pois isso duplica o site e confunde o Google.

Teste a experiência mobile constantemente com o PageSpeed Insights do Google em modo mobile. Verifique se CSS, JavaScript crítico e outros recursos carregam bem em conexões mobile lentas. Um site que funciona em 4G rápido pode não funcionar em 3G ou redes instáveis, então teste em condições reais.

Conclusão

O rastreamento é o que move o buscador. Sem ele, o Google não consegue indexar suas páginas, não importa o quanto de conteúdo bom você escreva. A maioria dos sites não dá atenção para isso. E é por isso que alguns dominam enquanto outros desaparecem, mesmo com conteúdo melhor.

A diferença está em detalhes muito específicos. Um robots.txt bloqueando páginas principais. Um sitemap desatualizado deixando pages órfãs. Redirecionamentos em cadeia desperdiçando orçamento. Conteúdo duplicado dividindo autoridade.

Ninguém vê esses problemas, mas o Google vê na hora. E cada um reduz quanto ele consegue rastrear.

Durante este guia você aprendeu exatamente como identificar e corrigir isso. Sitemaps bem estruturados fazem páginas serem descobertas rápido. Um robots.txt otimizado coloca o orçamento nas páginas que importam. Links internos criam um caminho claro.

Erros (404, redirecionamentos em cadeia, duplicação) desaparecem. URLs amigáveis, velocidade e design responsivo completam. Junto, essas otimizações transformam um site que deveria ranquear em um que realmente ranqueia.

O próximo passo é auditar. Você não otimiza o que não mede. Faça uma auditoria completa de SEO técnico no Search Console, Screaming Frog ou SEMrush. Descubra: quantas páginas rastreadas, quantas indexadas, onde estão os erros, qual a profundidade média, onde está desperdiçando orçamento.

Depois, priorize. Não corrija tudo de uma vez. Foque nos que mais drenam orçamento: bloqueios no robots.txt, duplicação sem canonical, redirecionamentos desnecessários, erros de servidor.

Quando esses saem do caminho, o Google rastreia mais páginas, mais fundo, com mais frequência. Mais páginas indexadas, sinais técnicos de qualidade, ranking melhora.

Tem certeza que está maximizando o rastreamento do seu site? A maioria perde entre 30% a 50% de potencial por problemas técnicos que passam invisíveis.

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